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Westfália desenvolve campanha para promover uso equilibrado de tecnologias na infância

Menos telas

Westfália desenvolve campanha para promover uso equilibrado de tecnologias na infância

Iniciativa alia ciência, escola e família para incentivar hábitos saudáveis e fortalecer o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes

A Secretaria Municipal de Educação de Westfália desenvolverá, ao longo do ano letivo de 2026, a campanha “Infâncias conectadas com equilíbrio – Menos telas, mais vida, mais família, mais infância”, com o objetivo de conscientizar famílias e comunidade escolar sobre os impactos do uso excessivo de tecnologias digitais no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

A proposta busca estimular o uso equilibrado e responsável de dispositivos como celulares, tablets e jogos eletrônicos, respeitando a faixa etária e o estágio de desenvolvimento, além de valorizar experiências reais, como convivência familiar, leitura, atividades ao ar livre, cultura e esporte. A campanha também reforça o vínculo entre escola e família, promovendo corresponsabilidade no cuidado emocional, cognitivo e social dos estudantes.

Ciência aplicada ao cotidiano

A iniciativa está fundamentada em estudos da psicologia do desenvolvimento, da psicologia socioafetiva e da neurociência, que apontam a importância de experiências concretas, vínculos estáveis e limites saudáveis na formação do cérebro infantil.

“O cérebro da criança é altamente moldado pelas experiências. A campanha não demoniza a tecnologia, mas defende o uso com propósito, limite e presença afetiva, em consonância com o direito à infância saudável”, destaca o secretário municipal de Educação, Roque Lindemann.

Estudos indicam que a exposição constante a conteúdos rápidos e de recompensa imediata pode dificultar a atenção sustentada, essencial para atividades como leitura, escrita e resolução de problemas. Pesquisas também associam o uso excessivo de telas ao aumento de sintomas de desatenção, irritabilidade, impulsividade e dificuldades de sono.

A interferência da luz azul na produção de melatonina, por exemplo, compromete a qualidade do sono, impactando diretamente a memória, o desempenho escolar e o equilíbrio emocional.

Campanha não pretende proibir as tecnologias, mas defende o uso com propósito, limite e presença afetiva, em consonância com o direito à infância saudável (Foto: Leandro Augusto Hamester)

Rotinas saudáveis e desenvolvimento integral

A campanha propõe a construção de rotinas equilibradas, com limites claros para o uso de telas e incentivo a práticas que fortalecem o desenvolvimento integral, como leitura, movimento e convivência.

“Não se trata de proibir tecnologia, mas de colocar a infância no centro e reconectar as crianças com aquilo que as faz crescer de forma plena: vínculos, natureza, cultura, limites e amor”, reforça Lindemann.

O projeto prevê ações contínuas ao longo do ano, com produção de conteúdos educativos, inclusive, em redes sociais, vídeos e minicursos com especialistas de áreas como educação, psicologia, neuropsicopedagogia e pediatria, traduzindo conceitos científicos para o dia a dia das famílias.

Também estão programadas palestras semestrais para as famílias, que irão abordar temas como atenção, sono, limites, saúde mental e o papel da família na educação digital.

Orientações por faixa etária

A campanha será estruturada com orientações específicas para cada etapa do desenvolvimento:

              – 0 a 3 anos: foco em vínculos, estímulos sensoriais, música e linguagem, com mínimo uso de telas

              – 4 a 6 anos: introdução gradual e supervisionada, priorizando brincadeiras e leitura

              – 7 a 12 anos: definição de limites claros e equilíbrio com estudo, esportes e convivência

              – 13 a 17 anos: diálogo sobre uso responsável, redes sociais e saúde mental

Escola, família e comunidade

O calendário de atividades contempla diferentes eixos pedagógicos, como atenção e foco, sono e descanso, comportamento e emoções, leitura e linguagem, natureza e movimento, esporte e saúde, além de rotinas familiares e orientação digital.

No ambiente escolar, os professores poderão propor atividades que incentivem experiências fora das telas, como momentos de leitura em família, resgate de histórias com avós, preparo de receitas tradicionais, passeios culturais e contato com a natureza.

Experiências reais e desafios práticos

Entre as ações previstas estão iniciativas como a “Sexta sem tela”, incentivando famílias a substituírem o uso de eletrônicos por jogos, conversas e brincadeiras; o “Domingo no Parque”; passeios de bicicleta; participação em atividades culturais e esportivas; além de desafios semanais com práticas saudáveis.

Materiais informativos também serão distribuídos em formato impresso e digital, com linguagem acessível e orientações práticas para o cotidiano das famílias.

Com uma abordagem integrada e baseada em evidências, a campanha pretende promover mudanças de hábito e fortalecer uma infância mais equilibrada, conectada não apenas à tecnologia, mas, sobretudo, às experiências que constroem vínculos, identidade e qualidade de vida.

Autoria do Texto:

Leandro Augusto Hamester

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